quarta-feira, 19 de abril de 2017

Rubrica “Visto por Fora” - Entrevista à atleta Sofia Ferreira (CD Ourentã)





Nome: Sofia Alexandra Pinto Ferreira

Clubes: FC Conthey (Suíça); GCA Donas, AD Fundão, AD Estação (AF Castelo Branco), Novasemente GD (AF Aveiro); FC São Romão (AF Porto) e CD Ourentã (AF Coimbra)

Selecção distrital: Sub-17 Valais (Suíça)

Palmarés:

ü  2000/2001 Campeã Regional Juniores Futebol 9 pelo FC Conthey na Suíça.
ü  2001/2002 Campeã Nacional 2ª Divisão Futebol pelo FC Conthey na Suíça.
ü  2008/2009 Campeã distrital futsal pela AD Fundão (AF Castelo Branco), vencedora da Taça e Supertaça.
ü  2009/2010 Campeã distrital futsal pela AD Estação (AF Castelo Branco), vencedora da Taça e Supertaça.
ü  2010/2011 Campeã distrital futsal pela AD Estação (Castelo Branco), vencedora da Taça e Supertaça.
ü  Campeã Nacional pela AAUBI – futsal Universitário.
ü  Vice Campeã Europeia nos Europeus de Tampere na Finlândia.
ü  20212/2013 Campeã distrital Futsal pela Novasemente GD (AF Aveiro), vencedora da Taça e Supertaça.
ü  2014/2015 Campeã Nacional Futsal pela Novasemente GD.
ü  2016/2017 Vencedora da Taça de Honra da AF Coimbra pelo CD Ourentã

ARCA: Como surgiu o gosto pelo futsal e quais são os seus objectivos?
Vivi muitos anos na Suíça onde jogava futebol. Quando entrei na Universidade na Covilhã, só existiam equipas de futsal. Integrei a equipa universitária a AAUBI e uma equipa da zona do Fundão. Rapidamente apaixonei-me pela modalidade. Sempre tive a sorte de ter treinadores muito competentes e colegas de equipa que me ajudaram a progredir. Os meus objetivos passam por ajudar a equipa onde jogo a alcançar as suas metas e me sentir bem.



ARCA: Como surgiu o convite para representar o clube de Ourentã e o que levou aceitar?
No final da época passada tinha decidido terminar de jogar pois tinham sido muitos anos dedicados ao futsal. A direção do Ourentã ( que já me tinha feito o convite noutras épocas, mas nunca aceitei pois sentia-me bem no clube onde estava) contactou-me para eu integrar o projeto para esta época. Inicialmente recusei, mas como o clube ficou “na mão” com o abandono de jogadoras que já se tinham comprometido, decidi aceitar o convite e jogar mais um ano. 





ARCA: Que diferenças encontras-te entre a AF Coimbra e a AF Porto e como foi a transição?
A principal diferença são os pavilhões que encontrei este ano. Existem campos que não têm dimensões adequadas ao jogo e que ate põem em risco a integridade física das jogadoras. Alias houve jogos da Taça de Portugal alterados para outros pavilhões por não teres as dimensões certas.
O que me chocou também foi saber que na AF Coimbra não existem equipas juniores femininas, muito menos juvenis ou iniciadas como no Porto e noutras associações. É vergonhoso e assustador e preocupa-me muito pois o futuro do futsal feminino esta comprometido no distrito. A AF Coimbra tem de desenvolver estratégias para combater esta lacuna.
Por fim, uma diferença positiva entre o Porto e Coimbra é a quantidade de espectadores nos jogos. Em Coimbra denoto mais público o que é excelente para quem joga. Ainda no outro dia comentava com as minhas colegas de equipa que achava incrível e bastante motivador ter um pavilhão quase cheio, com atletas das outras equipas, familiares e desconhecidos que preferiam passar o seu sábado à noite a ver um jogo em casa do CD Ourentã do que fazer outras coisas.


ARCA: Por fim gostarias de deixar algumas palavras aos seguidores do blog ARCA – Futsal Feminino em Coimbra?
Quero agradecer o excelente trabalho desenvolvido pelo blog na divulgação do futsal feminino no distrito.

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